quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SALINÉSIA DESVAIRADA


SALVE LINDO MOINHO DA ESPERANÇA!
SALVE BRANCO ETERNO DO SAL!

E de salve, salve, a terra do sal se ver  diariamente na ânsia de um novo tempo que nunca vem, um futuro que de tão longínquo é desacreditadamente impossível vê-lo acontecer.
Se a riqueza do solo macauense, é a riqueza do seu povo, este termo (povo) lamentavelmente se enquadra a um pouco de cidadãos, que em sua maioria, nem macauense chega a ser. A folia é grande, a festa é contínua e assim como tuas festas presentes o ano todo, são tuas dores de desenvolvimento numa prenhês eterna. Teus filhos  almejam nascer a felicidade fecunda de um novo tempo.
         Nessa terra de salinas gigantescas, melhor sal marinho, nada é tão conflitante do que a miséria e insensatez do teu povo, com a riqueza e nostalgia desta cidade. E tudo clama por um novo José que já foi, um João que nunca virá ou um profeta caduco que em meio ao caos desta SALINÉSIA DESVAIRADA, proclamará a luz de novos tempos, a paz aos nossos lares, a felicidade do emprego, o bem estar da sociedade e o fim das mazelas que acometem esta terra.
         Se teus becos são atalhos para destinos nunca chegados, tornaram essa cidade em um emaranhado de “becos sem saída”, que em nada ajuda esta cidadela a crescer e simultaneamente ao teu ser plano, o povo mantêm essa perspectiva no administrativo de teus serviços, que em nada mudam ou melhoram.
         E a eternidade se faz presente na lentidão e mesmice de teu sofrer trôpego e asmático que cronicamente é maquiado sem pudor ou respeito aos que fazem esta terra matinalmente deficiente acontecer. Abrindo as portas, com a célebre esperança de tua economia fazer crescer e girar mas lamentavelmente vêm no fim do dia mais um entardecer triste e o deslumbrar de uma nova agonia, a agonia de um amanhã totalmente incerto e ermo.