segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Homo salinensis

             A disputar um espaço nas mentes e corações do Homo salinensis estar uma nova e nada genuína doutrina ideológica.
            Este ano, uma vigorosa idéia-força advoga a necessidade de uma nova relação entre gestores e cidadãos que deve ser estabelecida almejando a direção da mudança do comportamento humano com crítica a sociedade burguesa instalada. O que se nota nos bastidores do poder ou submundo das influências, é o forjamento de um projeto civilizatório, novo e utópico, que deve inserir nas antigas doutrinas ideológicas (oligarquias já existentes) novos componentes problematizadores, que se opõe drasticamente aos valores, interesses, opções e racionalidades do povo, que de maneira sectária é ludibriada por uma demagogia constante e cruel que, de tão bruta, nos faz muitas vezes nos lembrar a idade das trevas.
            O que se nota é que as “lideranças” existentes ou novos levantes democráticos pragmaticamente prosseguem fazendo dos problemas antigos e crônicos, novas mercadorias, que a partir de um bom marketing, será inconscientemente comprado, interiorizado  e fará do novo empresário político, mais um a fatiar as cifras públicas, já tão obsoletas em seus velhos bebês nunca desmamados.
            Democrático, trabalhista, progressista, liberal, conservador, radical, anarquista ou republicano, estas são subjetividade, que movidos pelo anseio de gerir a máquina pública, os utilizadores das clássicas doutrinas político-ideológicas, as tomam por bandeira, mas paulatinamente o processo histórico de afastamento do termo “democracia”, vai se tornando cada vez mais claro e robusto. E este distanciamento em nada muda o paradigma utilitarista antropocêntrico atual.
            Simultaneamente, a política tece tensas e frágeis relações de poder. Tais relações (alianças) usam como escopo o processo de correção do rumo civilizatório, que só “as mudanças que eles representam” fará uma nova e dinâmica estrutura político-ideológica, cultural e moral, sendo estas mudanças custeadas pelo poder público, através de projetos, ações e programas das quais sabemos claramente ser um B-A-BÁ de sinhozinho Malta. Claro que se fossemos uma Asa Branca, nada nos faltaria, no que se sente é uma completa dimensão longe da Ética que metodologicamente tem-se mantido de poder em poder.
            Majoritariamente a “moral política”, têm-se revestido da socialização dos problemas com os cidadãos guamareenses, fazendo-os parceiros na melhoria dos problemas (ironia) e cúmplices nas peripécias administrativas. Assim o tecido social vai se fortalecendo, sendo em sua maior parte, chita vestindo pobres e linho vestindo o alto escalão. Dessa forma o Homo salinensis torna-se um ser genérico e abstrato, capaz de manipular-se (ou ser manipulado?) para fornecer meios que elevem ou excluam castas nessa nação/aldeia de chefes e caciques.
            A política é de fato um instrumento de reprodução social, de cunho ideológico, estando nas relações sociais, sujeitas à assimetria do poder. Este poder leva a exploração sócio-econômica e a opressão impostas pelos setores dirigentes. É fato típico e nada esporádico, que a qualidade de vida burguesa é anseio de muitos, o que leva esta sociedade ser acentuadamente desigual.
            A desigualdade e a injustiça social só se combatem em terreno fecundo de mentes e sujeitos que interioriza o equilíbrio do meio (vida, economia, serviços etc.) como algo genuinamente seu, fazendo desse instrumento ideológico um veículo onde a disputa pela conservação ou transformação social possa passar. Pois é nesse espectro que se ergue o papel ideológico dos aparelhos do Estado.
            Presente, o desequilíbrio histórico, constrói uma sociedade nada equilibrada, diversa, injusta e politicamente (não politicalhamente) atuante. O elemento de estrutura do modelo oligárquico local é algo que primariamente se sobrepõe a dimensão ética sobre a política. Faz sentido pensar que a complexidade do Homo salinesis estar voltada a causalidade de mútuas relações, que se tornaram trivial, o que leva a crer que é impossível (marketing político) organizar as coisas ou a casa em um, dois, três ou quatro anos, nos fazendo fragmentar, separar, dividir, hierarquizam, para ver as coisas separadas, sem conexões, que subjetivamente aceitamos como, por exemplo: saúde melhor, educação esfacelada; segurança melhor, transporte deteriorado e assim continuam (o povo) a justificar e aplaudir erros que não deveriam acontecer.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO EM MACAU

ORDEM E PROGRESSO!
Esta é a frase grafada na Bandeira Nacional, como zelo maior de uma sociedade democrática e feliz. Nas escolas começamos desde cedo a memorizar e depois compreender um pouco o sentido dessa frase tão usada em poemas, músicas e demais manifestações culturais. Mas o que é para Macau esta frase de tamanho valor? O que realmente se ensina nas escolas macauenses? O que se tem feito (SME) pela educação pública deste município?
            Quanto ao que estar sendo feito nas salas de aula, creio que é o que se pode, o que se dá pára criar em escolas que falta tudo e muito mais.
            A SME tem feito ouvido de mercador aos apelos das escolas que tentam sozinha estar agradáveis para seus usuários. O que se nota é uma sede de poder nessa autarquia municipal, um jogo horrendo de influências que de benéficas não tem nada. É lamentável ver que a principal pasta de um município que pretende ser referência em educação não tem dado o devido respeito aos mais de 27 mil habitantes, que dependem primariamente de seu sistema de ensino como instrumento capaz de mudar a realidade de crianças, jovens e adultos. Não, não falo que a educação será uma panacéia utópica, mas que sim, é possível melhorar e muito os índices dessa cidade, quando realmente o município começar a valorizar sue pilar principal.
            Não obstante, vejo inúmeras cidades se esforçando (até com pouco dinheiro) para garantir um direito constitucional aos seus munícipes, e isso passa muito além de poder aquisitivo, vai pela contra-mão dos interesses do “POVO MACAUENSE”, passa pela premissa do bem maior ser o cidadão e suas tecnologias humanas aperfeiçoadas. Esse contexto infelizmente vê, e sinto tristeza, que a terra de tantas riquezas é pobre na maior esperança de uma nação. Vejo também que não é só punir professores ou avaliá-los que resolverá o problema da educação como se propõe certo edital publicado este ano. Mas sim a valorização do profissional, a valorização dos espaços educacionais institucionais e um programa de formação compatível com a necessidade do município, mas não um programa que fique engavetado, um programa que se cumpra, que se execute em longo prazo, só assim, Macau ACORDARÁ do sonho da BARRILHA, deixará de mendigar empregos do pólo petroquímico de Guamaré e será um pólo de novos horizontes.
            Que a educação, possa um dia, ser um pesadelo constante nos sonos diários de nossos governantes, fazendo com que eles, se aborreçam e comecem a concertar o erro agora no presente. 

SALINÉSIA DESVAIRADA


SALVE LINDO MOINHO DA ESPERANÇA!
SALVE BRANCO ETERNO DO SAL!

E de salve, salve, a terra do sal se ver  diariamente na ânsia de um novo tempo que nunca vem, um futuro que de tão longínquo é desacreditadamente impossível vê-lo acontecer.
Se a riqueza do solo macauense, é a riqueza do seu povo, este termo (povo) lamentavelmente se enquadra a um pouco de cidadãos, que em sua maioria, nem macauense chega a ser. A folia é grande, a festa é contínua e assim como tuas festas presentes o ano todo, são tuas dores de desenvolvimento numa prenhês eterna. Teus filhos  almejam nascer a felicidade fecunda de um novo tempo.
         Nessa terra de salinas gigantescas, melhor sal marinho, nada é tão conflitante do que a miséria e insensatez do teu povo, com a riqueza e nostalgia desta cidade. E tudo clama por um novo José que já foi, um João que nunca virá ou um profeta caduco que em meio ao caos desta SALINÉSIA DESVAIRADA, proclamará a luz de novos tempos, a paz aos nossos lares, a felicidade do emprego, o bem estar da sociedade e o fim das mazelas que acometem esta terra.
         Se teus becos são atalhos para destinos nunca chegados, tornaram essa cidade em um emaranhado de “becos sem saída”, que em nada ajuda esta cidadela a crescer e simultaneamente ao teu ser plano, o povo mantêm essa perspectiva no administrativo de teus serviços, que em nada mudam ou melhoram.
         E a eternidade se faz presente na lentidão e mesmice de teu sofrer trôpego e asmático que cronicamente é maquiado sem pudor ou respeito aos que fazem esta terra matinalmente deficiente acontecer. Abrindo as portas, com a célebre esperança de tua economia fazer crescer e girar mas lamentavelmente vêm no fim do dia mais um entardecer triste e o deslumbrar de uma nova agonia, a agonia de um amanhã totalmente incerto e ermo.