A disputar um espaço nas mentes e corações do Homo salinensis estar uma nova e nada genuína doutrina ideológica.
O que se nota é que as “lideranças” existentes ou novos levantes democráticos pragmaticamente prosseguem fazendo dos problemas antigos e crônicos, novas mercadorias, que a partir de um bom marketing, será inconscientemente comprado, interiorizado e fará do novo empresário político, mais um a fatiar as cifras públicas, já tão obsoletas em seus velhos bebês nunca desmamados.
Democrático, trabalhista, progressista, liberal, conservador, radical, anarquista ou republicano, estas são subjetividade, que movidos pelo anseio de gerir a máquina pública, os utilizadores das clássicas doutrinas político-ideológicas, as tomam por bandeira, mas paulatinamente o processo histórico de afastamento do termo “democracia”, vai se tornando cada vez mais claro e robusto. E este distanciamento em nada muda o paradigma utilitarista antropocêntrico atual.
Simultaneamente, a política tece tensas e frágeis relações de poder. Tais relações (alianças) usam como escopo o processo de correção do rumo civilizatório, que só “as mudanças que eles representam” fará uma nova e dinâmica estrutura político-ideológica, cultural e moral, sendo estas mudanças custeadas pelo poder público, através de projetos, ações e programas das quais sabemos claramente ser um B-A-BÁ de sinhozinho Malta. Claro que se fossemos uma Asa Branca, nada nos faltaria, no que se sente é uma completa dimensão longe da Ética que metodologicamente tem-se mantido de poder em poder.
Majoritariamente a “moral política”, têm-se revestido da socialização dos problemas com os cidadãos guamareenses, fazendo-os parceiros na melhoria dos problemas (ironia) e cúmplices nas peripécias administrativas. Assim o tecido social vai se fortalecendo, sendo em sua maior parte, chita vestindo pobres e linho vestindo o alto escalão. Dessa forma o Homo salinensis torna-se um ser genérico e abstrato, capaz de manipular-se (ou ser manipulado?) para fornecer meios que elevem ou excluam castas nessa nação/aldeia de chefes e caciques.
A política é de fato um instrumento de reprodução social, de cunho ideológico, estando nas relações sociais, sujeitas à assimetria do poder. Este poder leva a exploração sócio-econômica e a opressão impostas pelos setores dirigentes. É fato típico e nada esporádico, que a qualidade de vida burguesa é anseio de muitos, o que leva esta sociedade ser acentuadamente desigual.
A desigualdade e a injustiça social só se combatem em terreno fecundo de mentes e sujeitos que interioriza o equilíbrio do meio (vida, economia, serviços etc.) como algo genuinamente seu, fazendo desse instrumento ideológico um veículo onde a disputa pela conservação ou transformação social possa passar. Pois é nesse espectro que se ergue o papel ideológico dos aparelhos do Estado.
Presente, o desequilíbrio histórico, constrói uma sociedade nada equilibrada, diversa, injusta e politicamente (não politicalhamente) atuante. O elemento de estrutura do modelo oligárquico local é algo que primariamente se sobrepõe a dimensão ética sobre a política. Faz sentido pensar que a complexidade do Homo salinesis estar voltada a causalidade de mútuas relações, que se tornaram trivial, o que leva a crer que é impossível (marketing político) organizar as coisas ou a casa em um, dois, três ou quatro anos, nos fazendo fragmentar, separar, dividir, hierarquizam, para ver as coisas separadas, sem conexões, que subjetivamente aceitamos como, por exemplo: saúde melhor, educação esfacelada; segurança melhor, transporte deteriorado e assim continuam (o povo) a justificar e aplaudir erros que não deveriam acontecer.